CAPTULO 28
PARTE 4
APNDICE


PROBLEMAS GERAIS DA LNGUA CULTA
- nota da ledora: anncio do Salo Internacional de Automveis e Autopeas, em 
So Paulo. Texto do anncio: Um desfile onde voc passa a mo nos modelos. - 
fim da nota. 
Voc afirmaria, com absoluta certeza, que a palavra onde esta empregada correta-
mente? Nao se deveria usar aonde?
Neste captulo, estudaremos expresses que, como onde/aonde, geralmente cons-
tituem pares de certa semelhana formal, que por isso mesmo nos colocam em 
xeque nas redaes, provas e exames.

1 INTRODUO


Este captulo pretende oferecer a voc orientaes sobre aspectos gerais da 
lngua portuguesa culta. Consiste, portanto, numa oportunidade de aperfeioar 
seu desempenho no que diz respeito  grafia e ao emprego apropriado de formas 
e expresses que costumeiramente causam problemas a quem pretende falar ou 
redigir portugus culto.
Acreditamos que muitas coisas que veremos a seguir j foram estudadas em sua 
vida escolar anterior. Nesses casos, aproveite o que vamos dizer para avaliar seu 
conhecimento.  importante que voc definitivamente incorpore tais detalhes ao 
seu manuseio escrito (e falado, nas situaes apropriadas) da lngua portuguesa.

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2 FORMA E GRAFIA DE ALGUMAS PALAVRAS E EXPRESSES
Que/ qu
Que  pronome, conjuno, advrbio ou partcula expletiva. Por se tratar de 
monosslabo atono, nao  acentuado.

(O) Que voc pretende?
Voc me pergunta (o) que vou fazer. (O) Que posso fazer?
Que beleza! Que bela atitude!
Convm que o assunto seja discutido seriamente.
Quase que me esqueo de avis-lo.

Qu representa um monosslabo tnico. Isso ocorre quando encontramos um 
pronome em final de frase, imediatamente antes de um ponto (final, de 
interrogao ou exclamao) ou de reticncias, ou quando qu  um substantivo 
(com o sentido de "alguma coisa", "certa coisa") ou uma interjeio (indicando 
surpresa, espanto):
Afinal, voc veio aqui fazer o qu?
Voc precisa de qu?
H um qu inexplicvel em sua atitude.
Qu! Conseguiu chegar a tempo?!


Por que / por qu / porque / porqu

A forma por que pode ser a seqncia de uma preposio (por) e um pronome 
interrogativo (que). Em termos prticos,  uma expresso equivalente a "por qual 
razo", "por qual motivo". Veja alguns casos em que ela ocorre:
Porque voc agiu daquela maneira?
No se sabe porque tomaram tal deciso.
No  fcil saber por que a situao persiste em no melhorar.
Leia a matria intitulada: "Por que os corruptos no vo para a cadeia". 
impressionante!
Caso surja no final de uma frase, imediatamente antes de um ponto (final, de 
interrogao, de exclamao) ou de reticncias, a seqncia deve ser grafada por 
qu, pois, devido  posio na frase, o monosslabo que passa a ser tnico, 
devendo ser acentuado:
- Ainda no terminou? Por qu?
- Voc tem coragem de perguntar por qu?!
- Claro. Por qu?
- No sei por qu!

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H casos em que por que representa a  seqncia  preposio + pronome relativo, 
equivalendo a "pelo qual" (ou alguma de suas flexes "pela qual", "pelos quais", 
"pelas quais"). Em outros contextos por que equivale a "para que". Observe:
Estas so as reivindicaes porque estamos lutando.
O tnel porque deveramos passar desabou ontem.
Lutamos por que um dia este pas seja melhor.

J a forma porque  uma conjuno, equivalendo a "pois", "j que", "uma vez 
que", "como". Observe seu emprego em outros exemplos:
A situao agravou-se porque muita gente se omitiu.
Sei que h algo errado porque ningum apareceu at agora.
Voc continua implicando comigo!  porque eu no abro mo de minhas idias?
Porque tambm pode indicar finalidade, equivalendo a "para que", "a fim de". 
Trata-sede um uso pouco  freqente  na lngua atual:
No julgues porque no te julguem.

A forma porqu representa um substantivo. Significa "causa", "razo", "motivo" e 
normalmente surge acompanhada de palavra determinante (artigo, por exemplo). 
Como  um substantivo, pode ser pluralizado sem qualquer problema:
D-me ao menos um porqu para sua atitude.
No  fcil encontrar o porqu de toda essa confuso.
Creio que os verdadeiros porqus mais uma vez no vieram  luz.

Onde/ aonde
Aonde indica idia de movimento ou aproximao. Ope-se a donde, que exprime 
afastamento. Veja nos exemplos que a forma aonde costuma referir-se a verbos de 
movimento:
Aonde voc vai?
Aonde querem chegar com essas atitudes?
Aonde devo dirigir-me para obter esclarecimentos?
No sei aonde ir.

Onde indica o lugar em que se est ou em que se passa algum fato. Normalmente, 
refere-se a verbos que exprimem estado ou permanncia. Observe:
Onde voc est?
Onde voc vai ficar nas prximas frias?
Discrimine os locais onde as tropas permanecem estacionadas.
No sei onde comear a procurar.
O estabelecimento dessa diferena de significado tem sido uma tendncia do por-
tugus moderno. Na lngua clssica, ela no existia; ainda hoje,  comum 
encontrar-se o emprego indiferente de uma ou outra forma. Para satisfazer os 
padres da lngua culta, procure observar essa diferena.

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- nota da ledora: propaganda do sapato countryside samello, o sapato chamado 
anti-derrapante, pelo formato especial do solado. Foto: um bosque, ao entardecer, 
com terreno bastante desigual. Texto : - Quando voc no sabe onde quer chegar, 
todos os caminhos esto errados. - fim da nota. 
Errado! Como temos idia de movimento, o redator deveria ter grafado aonde, em vez de 
onde. 

Mas/ mais 

Mas  uma conjuno adversativa, equivalendo a  "porem", "contudo", 
"entretanto":
Tentou, mas no conseguiu.
O pas parece ser vivel, mas no consegue sair do subdesenvolvimento.
Mais  pronome ou advrbio de intensidade, opondo-se normalmente a menos:
Ele foi quem mais tentou; ainda assim, no conseguiu.
 um dos pases mais miserveis do planeta.

Mal/ mau
Mal pode ser advrbio, substantivo ou conjuno. Como advrbio, significa 
"irregularmente", "erradamente", "de forma inconveniente ou desagradvel". 
Ope-se a bem:
Era previsvel que ele se comportaria mal. Era evidente que ele estava mal-
intencionado porque suas opinies haviam repercutido mal na reunio anterior.
A seleo brasileira jogou mal mas conseguiu vencer a partida.
Mal, como substantivo, pode significar "doena", "molstia"; em alguns casos, 
significa "aquilo que  prejudicial ou nocivo".
A febre amarela  um mal de que j nos havamos livrado e que, devido ao 
descaso, voltou a atormentar as populaes pobres. O mal  que no se toma 
nenhuma atitude definitiva.


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O substantivo mal tambm pode designar um conceito moral, ligado  idia de 
maldade; nesse sentido, a palavra tambm se ope a bem:
H uma frase de que a viso da realidade nos faz muitas vezes duvidar:
"O mal no compensa".
Quando conjuno, mal indica tempo:
Mal voc chegou, ele saiu.
Mau  adjetivo. Significa "ruim", "de m ndole", "de m qualidade". Ope-se a 
bom e apresenta a forma feminina m:
Trata-se de um mau administrador. Tem um corao mau.
A par/ ao par 
A par tem o sentido de "bem informado", "ciente":
Mantenha-me a par de tudo o que acontecer.
  importante manter-se a par das decises parlamentares.
Ao par  uma expresso usada para indicar relao de equivalncia ou igualdade 
entre valores financeiros (geralmente em operaes cambiais):
As moedas fortes mantm o cmbio praticamente ao par.


Ao encontro de / de encontro a 

Ao encontro de indica "ser favorvel a", "aproximar-se de". Observe os exemplos:
Ainda bem que sua opinio veio ao encontro da minha. Pudemos, assim, unir 
nossas reivindicaes.
Quando a viu, foi rapidamente ao seu encontro e a abraou afetuosamente.
De encontro a indica oposio, choque, coliso. Veja:
Como voc queria que eu o ajudasse se suas opinies sempre vieram de encontro 
s minhas? Ns pertencemos a mundos diferentes.
O caminho foi de encontro ao muro. Ningum se machucou, mas os prejuzos 
foram grandes.

A/ H na expresso de tempo 
O verbo haver  usado em expresses que indicam tempo j transcorrido:
Tais fatos aconteceram h dez anos.
Nesse sentido,  equivalente ao verbo fazer:
Tudo aconteceu faz dez anos.

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A preposio a surge em expresses em que a substituio pelo verbo fazer  
impossvel:
O lanamento do satlite ocorrer daqui a duas semanas. 
Partiriam dali a duas horas.


Acerca  de/  h cerca de

Acerca de significa "sobre", "a respeito de":
Haver uma palestra acerca das conseqncias das queimadas sobre a 
temperatura ambiente.

H cerca de indica um perodo aproximado de tempo j transcorrido:
Os primeiros colonizadores surgiram h cerca de quinhentos anos.


Afim / a fim

Afim  um adjetivo que significa "igual", "semelhante". Relaciona-se com a idia 
de afinidade:
Tiveram comportamentos afins durante os trabalhos de discusso. So espritos 
afins.

A fim surge na locuo a fim de, que significa "para" e indica idia de finalidade:
Tentou mostrar-se capaz de inmeras tarefas a fim de nos enganar.


Demais / de mais 

Demais pode ser advrbio de intensidade, com o sentido de "muito"; aparece 
intensificando verbos, adjetivos ou outros advrbios:
Aborreceram-nos demais: isso nos deixou indignados demais. Estou at bem 
demais!
Demais tambm pode ser pronome indefinido, equivalendo a "os outros", "os 
restantes":
Apesar de ter chegado at l como integrante de um grupo, resolvi partir sozinho, 
deixando aos demais a liberdade de escolher. Fiquei sabendo posteriormente que 
os demais membros da comisso tambm acabaram abandonando os projetos.

De mais ope-se a de menos. Refere-se sempre a um substantivo ou pronome:
No vejo nada de mais em sua atitude!
Decidiu-se suspender o concurso pblico porque surgiram candidatos de mais.


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Seno equivale a "caso contrrio"  ou " a no ser":
 bom que ele chegue a tempo, seno no haver como ajud-lo. No fazia coisa 
alguma seno criticar.
Se no surge em oraes condicionais. Equivale a "caso no":
Se no houver seriedade, o pas no sair da situao melanclica em que se 
encontra.


Na medida em que /  medida que 

Na medida em que exprime relao de causa e equivale a "porque", "j que", "uma 
vez que":
O fornecimento de combustvel foi interrompido na medida em que os pagamentos 
no vinham sendo efetuados.
Na medida em que os projetos foram abandonados, a populao carente ficou 
entregue  prpria sorte.
Muitos autores no reconhecem essa forma como legtima.
 medida que indica proporo, desenvolvimento simultneo e gradual. Equivale a 
"a proporo que":
Os verdadeiros motivos da renncia foram ficando claros  medida que as 
investigaes iam obtendo resultados.
A ansiedade aumentava  medida que o prazo fixado ia chegando ao fim.
Deve-se evitar a forma " medida em que", resultante do cruzamento das duas 
locues estudadas.

ATIVIDADES 

1 Complete as frases utilizando a forma apropriada dentre as fornecidas pelos 
parnteses. 
a) Tenho muito o  ()  fazer. (que/qu) 
b) E' preciso um  ()  de louco para poder fazer isso. (que/qu)
c) Estamos rindo sem ter de  () (que/qu) 
d)  ()  voc quer saber?   () sua curiosidade  maior que sua inteligncia? (por 
que / porque/por qu/porqu)
e) Voc quer saber  () ? No lhe direi  ()  (por que/porque/porqu /por qu)
f) Resta ainda descobrir o  () dessas declaraes.  difcil entender  ()  ele teria dito
ludo aquilo. (porque/por que/porqu /por qu)
g)  () est seu orgulho? (onde/aonde)
h) Irei  () voc quiser que eu v. (onde / aonde)
i) No gosto muito dela,  () tenho de admitir que   () inteligente do que eu supu-
nha. (mas/mais)
j) Comportou-se  () durante a reunio. No creio que seja um  () sujeito, porm. 
(mal /mau)

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l) s vezes, penso que o  ()  anda vencendo o bem de goleada neste nosso 
mundo. Isso  to  () ! (mal/mau)
m)  () -humorados de todo o mundo, uni-vos! (mal/mau)
n) Deixe-me  () de tudo o que estiver acontecendo. (a par /ao par)
o) Vrias pessoas expuseram opinies que vieram  ()  minhas durante o debate, o
que muito me animou. (ao encontro de/ de encontro a)
p) Muitas pessoas tm opinies que vm  ()  minhas, o que no chega a me 
desanimar. (ao encontro de/de encontro a)
q)  ()  anos no nos vemos. E s poderei reencontr-lo daqui  ()  dois meses! (h/a)
r) Dali  ()  trs meses, eu mudaria de vida. (h/a)
s) Nada sei  ()  das manifestaes que ocorreram no pas  ()  de dois anos. (acerca / 
h cerca)
t) J que temos idias  () , deveramos trabalhar juntos  ()  de conseguir melhores 
resultados. (afim/ a fim)
u) No h nada  ()  em gostar  ()  de doces. (de mais/demais)
v)  () se fizer alguma coisa, o pas escorregar para o caos. E ainda h quem no
faa nada  ()  perseguir privilgios. (se no/seno)
x)  ()  que caminhvamos, podamos perceber a mudana da paisagem. ( medida 
que/na medida em que)
z) A distribuio de renda melhorar  () forem feitos investimentos voltados para
o mercado interno. ( medida que/na medida em que)

2  Nos trechos a seguir, todos extrados de jornais e revistas, destacamos 
algumas formas e palavras. Observe-as atentamente, justifique o emprego 
daquelas que voc considerar corretas e corrija aquelas que voc considerar 
erradas. 
a) "A atitude e a declarao so tpicas de Mehta, de 55 anos, indiano de (descen-
dncia) persa, um dos mais festejados maestros do mundo e tambm um dos que 
costumam associar a profisso ao charme e  badalao mais freqentes entre 
astros pop." (Veja, 25 set. 1991.)

b) "VEIA - (Por que) alguns maestros, como o senhor, tornaram-se tambm 
superstars, badalados como os astros de rock?
 MEHTA - No concordo com essa colocao. Alguns regentes tornaram-se po-
pulares (porque) esta  uma profisso mstica. (Por que)  mstica eu no sei. 
Outros tornam-se muito populares por insistncia." (Veja, 25 set. 1991.)
c) " MEHTA - Para comear, odeio rock'n'roil. Odeio! Gosto de jazz e gosto muito de 
msica de camara (...). O (que) me faz enlouquecer  (que) quando vou ao cinema 
assistir a um belo filme a msica de fundo no  feita (sob) medida para a cena -  
s rock'n'roll. No final, nos crditos a lista  de centenas de msicas. (Porque) eu 
tenho de ser submetido a isto?" (Veja, 25 set. 1991.)
d) "Com equipamento de menos e gente (de mais), os militares esto cada vez 
(mais) especializados em funes civis, sem contar as quinze vezes em que se 
meteram na vida poltica do pais, da independncia em 1822 at o poder em 1964." 
(Veja, 25 set. 1991.)
e) "Na hora de comprar um produto a aparncia  fundamental. E a vale tudo para 
fazer a mercadoria sair da prateleira: caixas, latinhas, vidros, frascos, potes e 
pacotes. O importante  chamar a ateno. E quem  que no se sente tentado a 
levar (pra) casa um produto bonito, cuidadosamente embalado? A indstria brasi-
leira de embalagens movimenta 5,3 bilhes de dlares por ano, o que significa 
2,1% do PIB. E no  (-toa): a sociedade moderna simplesmente adora as 
embalagens." Jornal da Tarde, 24 set. 1991.)
f) "P - O sr. acaba de apresentar um projeto na Cmara propondo a antecipao
das eleies. (Por que) antecipar plebiscito  bom neste momento?
R - Importante no  antecipar o plebiscito, (mas) antecipar a reviso da Cons-
tituio. A antecipao do plebiscito passa a ser uma mera conseqncia disso.
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No se (pode) fazer uma reviso da Constituio, que na pratica vai equivaler a 
uma nova Constituinte, e, em seguida, fazer um plebiscito e ver-se obrigado, caso 
ganhe o parlamentarismo, a revisar de novo a Constituio. Ento, o aspecto 
basico  o da antecipao da reviso. (Por qu? Porque) ela esta marcada para 
aps 5 de outubro de 93, que  quando a Constituio completa cinco anos. Ora, 
fatalmente ela invadira 94 e voc vai ter ento uma quase Constituinte num ano 
(supereleitoral, onde) vo ser eleitos o presidente da Repblica, governadores, 
dois teros do Senado, deputados estaduais e deputados federais." (Entrevista 
do deputado Jos Serra a lsto Senhor, 21 nov. 1990.)
g) "Compare o leitor duas declaraes. Uma delas, veemente e indignada, 
denunciava que o presidente da Repblica estava 'no Palcio do Planalto cercado 
de corruptos, ladres e assassinos' (apud Newton Rodrigues, Folha de S. Paulo, 
12/11/90). A outra, genrica e vaga, lamenta: "No posso dizer que o governo s 
tem ladres, (porque)  injustia, embora tenha ladres no governo, (mas) no so 
todos". (Jornal do Brasil, 11/11/90). A primeira  da lavra do atual chefe do 
governo, no auge do seu entusiasmo eleitoral e moralizador. A segunda partiu do 
sr. Antnio Ermirio de Moraes. Nada impede que se trate tambm um empresrio 
com justia.
O exame imperturbvel do leitor sofre um abalo. O autor da primeira declarao, 
(que) no processou, no governo, nenhum corrupto, ladro e assassino, de 
quantos anonimamente atacou, quer, pela voz de seu ministro de Justia, inter-
pelar o autor da segunda, para (que) ele caracterize ou no a injria. Fique sem 
comentrio, depois do registro, a incoerncia: no  s o poeta que reivindica, 
com firmeza, o direito de (contradizer-se). (Por que) o candidato disse alguma 
coisa (mais) corrosiva do (que) o empresario? (Onde) esta a diferena  a diferena 
que distingue a eventual injria da simples e livre manifestao do pensamento?" 
(lsto Senhor, 21 nov. 1990.)
h) "Quando, (h) alguns meses, 'Cincia e sobrevivncia' foi sugerido e adotado 
como tema geral da 43a. Reunio Anual da SBPC, a realizar-se de 14 a 19 de julho 
prximo na UFRJ, (mal) podamos imaginar que, antes mesmo do encontro, a 
sobrevivncia das principais instituies cientficas do pas estaria seriamente 
ameaada." (Cincia Hoje, abr/maio 1991.)


3 O USO DO HFEN 

J vimos um dos empregos do hfen quando estudamos as regras para 
separao silbica e para transmeao de palavras. Alm desse emprego, o hfen 
tambm  usado para ligar pronomes oblquos a formas verbais e para relacionar 
elementos formadores de palavras.
Usa-se o hfen para unir os pronomes oblquos que seguem as formas verbais 
com que se relacionam:
amam-se	
escutaram-nos	
disseram-me  
resumi-lo
estrutur-la	
mostramos-lhe	
conceder-vos
O hfen tambm  empregado quando o pronome vem colocado no interior da 
forma verbal, numa construo conhecida como mesclise:
encontrar-te-ei  mostrar-nos-o  dir-nos-ia  recolher-se-

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H casos em que ao verbo se ajuntam dois pronomes:
d-se-lhe  mostre-se-lhe
Para o relacionamento de elementos formadores de palavras, o emprego do hfen 
acarreta dificuldades provenientes das confusas orientaes oficiais publicadas a 
respeito. Podemos, no entanto, apontar algumas orientaes gerais.

Palavras compostas 

Usa-se hfen para unir os elementos de uma palavra composta.  por isso que se 
deve usar hfen na grafia de palavras como:
alto-forno  alto-relevo amor-perfeito (a flor) -toa ("vagabundo") bem-estar boa-f 
bom-senso cara-de-pau dedo-duro deus-nos-acuda ("confuso") dia-a-dia 
("cotidiano") dois-pontos dona-de-casa guarda-roupa louva-a-deus (o inseto) 
lugar-comum m-criao matria-prima mau-carter po-duro pra-brisa pra-
quedas pra-raios p-de-cabra p-de-meia ("economias") p-de-moleque ponto-e-
vrgula etc.
Hfen unindo os elementos de uma palavra composta: arranha-cu
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Observe que muitas vezes o uso do hfen estabelece distino entre a palavra 
composta e a expresso formada pela aproximao das mesmas palavras. Isso 
ocorre, por exemplo, com dia-a-dia (sinnimo de "cotidiano") e dia a dia 
(expresso adverbial de tempo):
O dia-a-dia est cada vez mais difcil; dia a dia temos de conviver com perigos
maiores nas grandes cidades.
O mesmo ocorre com -toa (adjetivo, sinnimo de "vadio", "vagabundo") e  toa 
(expresso adverbial de modo):
No passa de um indivduo -toa: passa o dia inteiro  toa.

Prefixos e elementos de composio

Usa-se o hfen com diversos prefixos e elementos de composio. Esse uso 
baseia-se em alguns critrios nem sempre muito claros e, pior, muitas vezes 
desrespeitados nos prprios textos oficiais. Basicamente, o problema consiste 
em evitar que determinados prefixos, que terminam em certas letras, formem uma 
nica palavra com o elemento a que se antepem. Isso porque a juno dos dois 
elementos produziria duplicao de consoantes ou pouca clareza grfica. Assim, 
por exemplo, o prefixo contra, diante de palavra iniciada por r, deve ser separado 
por hfen, para evitar duplicao da consoante: contra-revolucionrio e no con-
trarrevolucionrio.
Podemos dividir os prefixos em grupos, de acordo com a letra em que terminam:

Contra, extra, infra, intra, supra e ultra ligam-se por hfen s palavras iniciadas por 
h, r, se vogal:

contra-indicao	infra-estrutura	supra-sensvel
contra-revoluo	infra-som	supra-sumo
contra-senso	intra-ocular	ultra-rpido
extra-humano	intra-arterial	ultra -romntico
extra-oficial	supra-renal	ultra -som
A exceo, consagrada pelo uso,  extraordinrio e seus derivados.

Auto, neo, proto e pseudo ligam-se por hfen s palavras iniciadas por h, r, s e 
vogal:
auto-anlise	neo-realismo
auto-retrato           neo-romntico
auto-sugesto         neo-simbolismo
proto-histrico pseudo-etimolgico pseudo-heri

Ante e sobre ligam-se por hfen s palavras iniciadas por h, r e s:
ante-histrico ante-rosto ante-sala
sobre-humano sobre-ronda sobre-selo
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PROBLEMAS GERAIS DA LNGUA CULTA
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Anti e arqui ligam-se por hfen s palavras iniciadas por h, r e s:
	anti-hemorrgico	anti-rbico	anti-social
	anti-heri	anti-reumtico	arqui-rabino
	anti-higinico	anti-semita	arqui-secular
O prefixo semi, apesar de terminado em -i, segue orientao diferente:  ligado por 
hfen s palavras iniciadas por h, r, s e vogal:
	semi-aberto	semi-extensivo
	semi-rido	semi-inconsciente
Super liga-se por hfen s palavras iniciadas por h e r:
semi-reta semi-selvagem
super-homem	super-humano	super-realismo
O nico prefixo terminado por -r citado nos textos oficiais  super; seria 
recomendvel, no entanto, adotar o mesmo procedimento com os prefixos hiper e 
inter.

Pan e mal ligam-se por hfen s palavras iniciadas por h e vogal:
pan-africano pan-americano
pan-eslavismo pan-helenismo 
mal-acabado mal-agradecido

mal-educado mal-estar mal-humorado


Ab, oh, sob e sub ligam-se por hfen s palavras iniciadas por r:
ab-reptcio (exaltado, arrebatado)
ab-rogar (pr em desuso)
ob-reptcio (ardiloso, astucioso)
sob-roda
sub-regio
sub-reino sub-reitor sub-reptcio

Ad liga-se por hfen s palavras iniciadas por r:
ad-renal
ad-rogar
O prefixo bem deve ser separado por hfen sempre que se ligar a um elemento que 
possui existncia autnoma na lngua:
bem-amado
bem-aventurado
bem-casado
bem-falante bem-humorado bem-vindo
bem-comportado bem-educado bem-estar
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PROBLEMAS GERAIS DA LNGUA CULTA
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Mas os prprios vocabulrios oficiais aceitam como corretas as formas bendizer e 
benquerer, ao lado de bem-dizer e bem-querer.

H prefixos e elementos formadores que so sempre ligados por hfen  palavra a 
que so acrescentados: alm, aqum, recm; ps, pr, pr; ex e vice, por exempIo. 
Observe as seguintes palavras:

prefixos e elementos sempre ligados por hfen

alm-fronteiras alm-mar alm-tmulo aqum-fronteiras ex-aluno ex-deputado ex-
namorada ex-presidente ps-glacial ps-operatrio pr-escolar pr-histrico pr-
romntico pr-democracia pr-independncia recm-casado recm-nascido vice-
lder vice-presidente vice-rei vice-reitor
- nota da ledora:  propaganda do projeto Pr-Memria Farrupilha: Pr sempre se liga por 
hfen  palavra que lhe  acrescentada. - fim da nota.
- nota da ledora: quadro de destaque na pgina
OBSERVAO 

Como dissemos inicialmente, as determinaes oficiais so confusas e 
contraditrias em muitos passos referentes ao emprego do hfen. Alm de alguns 
casos que apontamos acima, pode-se tomar como exemplo o prefixo co, sobre o 
qual os textos oficiais no formulam qualquer regulamentao; alm disso, a 
forma como foram registradas as palavras em que surge esse prefixo no nos 
permite formular qualquer procedimento terico. Por isso, o melhor a fazer  
habituar-se a consultar bons dicionrios ou publicaes especializadas no 
momento em que se redige, a fim de procurar solucionar as dvidas que por-
ventura surgirem. - fim do quadro.

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PROBLEMAS GERAIS DA LNGUA CULTA
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ATIVIDADES 

1 Una os elementos de cada item seguinte.
a) arqui / milionrio
b) arqui / secular
c) anti / escravismo
d) anti / didtico
e) anti / hemorrgico
f) anti / social
g) anti / tetnico
h) ante / sala
i) ante / datar
j) contra / ofensiva
l) contra / ponto
m) contra / senso
n) auto / biografia
o) auto / educao
p) auto / suficiente
q) extra / regulamentar
r) extra / oficial
s) infra / vermelho
t) intra / venoso
u) intra / muscular
v) neo / latino
x) mal / agradecido
z) mal / criado

2 Este exerccio  semelhante ao anterior.
b) semi / aberto
c) pseudo / cientfico
d) semi / deus
e) semi / extensivo
f) pseudo / etimologia
g) proto / histrico
h) pr / escolar
i) pr / democracia
j) neo / socialismo
l) neo / modernismo

3 Explique a diferena de significado entre os termos destacados nos pares de 
frases seguintes.
a) Vive ( toa).  um sujeito (-toa).
b) Quem os v percebe que se trata de um (amor perfeito).
Deu-me uma muda de (amor-perfeito).
c) (O dia-a-dia) nos est massacrando. (Dia a dia) as coisas esto melhorando.
d) Deu (po duro) aos mendigos. Mais uma vez, bancou o (po-duro).
e) Depois que ele resolveu brigar, a festa transformou-se num (deus-nos-acuda).
Ele vai voltar? (Deus nos acuda)!

4 COLOCAO DOS PRONOMES PESSOAIS OBLQUOS TONOS
Os pronomes pessoais oblquos tonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, se, os, as, lhes) 
atuam basicamente como complementos verbais. Em relao aos verbos, podem 
assumir trs posies:
a) prclise - o pronome surge antes do verbo:
No nos mostraram nada.
Nada me disseram.

CAPTULO  28
PROBLEMAS GERAIS DA LNGUA CULTA
557



b) nclise - o pronome surge depois do verbo:
Apresento-lhe meus cumprimentos.
Contaram-te tudo?
c) mesclise - o pronome  intercalado ao verbo, que deve estar no futuro do 
presente ou no futuro do pretrito do indicativo:

Mostrar-lhe-ei meus escritos. Falar-vos-iam a verdade?
Por muito tempo, perseguiram-se regras para orientar a colocao desses 
pronomes, normalmente criadas a partir de modelos da fala lusitana. Felizmente, 
nos ltimos tempos, a discusso sobre as regras de colocao pronominal tem 
sido substituda por procedimentos norteados pelo bom-senso. Apresentamos a 
seguir algumas orientaes bsicas a esse respeito e salientamos que no se 
deve perder tempo com uma questo to pouco relevante para o uso eficiente da 
lngua.
A nclise pode ser considerada a colocao bsica do pronome, pois obedece   
seqncia  verbo-complemento. Na lngua culta, deve ser observada no incio das 
frases:
Apresentaram-se vrios projetos durante a sesso.
Contaram-me casos estranhssimos.
Parece-nos que o mais acertado seria retomar os programas de incentivo agrcola.
A nclise no ocorre com as formas dos futuros do indicativo e do particpio. Com 
os futuros, quando no  possvel fazer a prclise, deve-se optar pela mesclise, 
forma completamente desusada na lngua coloquial do Brasil:

Dir-nos-o o que fazer?
Entender-me-ia o estrangeiro?
A prclise tende a ocorrer aps pronomes relativos, interrogativos e conjunes 
subordinativas. Tambm tende a ocorrer nas negaes:
 a pessoa que nos orientou.
Quem te disse isso?
Gostaria de saber por que nos fizeram vir aqui.
Nada foi feito, embora se conhecessem as conseqncias da omisso.
No me falaram nada a respeito disso.
Nunca nos encontraremos novamente.
Jamais se cumprimentam.
Em incio de frase, a prclise  tpica da lngua coloquial brasileira e  usada na 
escrita quando se pretende reproduzir a lngua falada:
Me faa um favor.
Nos falaram que era tudo mentira.

 CAPTULO  28
PROBLEMAS GERAIS DA LNGUA CULTA
558



Com as locues verbais e tempos compostos, a tendncia brasileira  colocar o 
pronome antes do verbo principal:
Vou lhe mostrar meus trabalhos. 
Continuo pensando em lhe mostrar meus trabalhos.
O pronome tambm pode surgir em outras posies. Observe:
Eu lhes estou mostrando.
Eu estou mostrando-lhes.
O uso do hfen nos casos em que o pronome aparece em posio intermediria  
considerado optativo:
Eu estou-lhes mostrando.
Eu estou lhes mostrando.
Na verdade, a primeira forma tende a representar a fala lusitana, que "encosta" o 
pronome no verbo auxiliar ("Eu estou-lhes..."), enquanto a segunda forma tende a 
representar a fala brasileira, que "encosta" o pronome no verbo principal ("... lhes 
mostrando.").

TEXTOS PARA ANLISE

- nota da ledora: 1a. propaganda - da indstria de medicamentos Hoechst . Foto: me 
com bebezinho recm-nascido, no colo. Texto da propaganda:  Ele chega ao mundo hoje 
com uma expectativa de vida duas vezes maior do que h 100 anos. 
2a. porpaganda - folheto de turismo, na foto: templos eternos. Texto : Com o nome   
sugestivo de Petra, esta cidade do Oriente Mdio  desapareceu a muito tempo . Mas 
suas edificaes esculpidas nas montanhas rochosas esto l, para contar a 
histria dos nabateus, nome antigo das tribos do deserto da Sria. - fim da nota.

TRABALHANDO OS TEXTOS
Compare os textos acima e responda:
em qual deles ocorre erro? Explique.

CAPTULO  28
PROBLEMAS GERAIS DA LNGUA CULTA
559

- nota da ledora: propaganda da GloboSat: um aparelho de televiso 
ultramoderno apagado, e o texto: tem gente que no v nada de mais numa TV 
ultramoderna. - um aparelho de TV, dos antigos, ligado, com o logotipo da 
GloboSat., e o texto: - agora est explicado porqu. 

2a. propaganda de livro: gravuras do homem de Neanderthal, texto: Porque o 
homem de Neanderthal desapareceu? O que teria determinado a extino de um 
grupo to prximo de ns? - fim da nota.


TRABALHANDO OS TEXTOS

Observe os textos acima, aponte os erros e corrija-os

O livro dos porqus	
Por que  que o Ministrio da Sade adverte que o fumo  prejudicial  sade e 
varios mdicos continuam fumando?


Por que  que quando algum liga um nmero errado do outro lado a pessoa fica meio irritada?
 CAPTULO  28
PROBLEMAS GERAIS DA LNGUA CULTA
560

 Por que  que quando se pergunta "Que nmero  a?" do outro lado sempre 
dizem "Que nmero ligou?"
Por que  que mesmo quando a operao  um sucesso dizem que o paciente 
"sofreu" uma cirurgia, apesar de ele estar anestesiado? 
Por que  que usam a frase "Eu alguma vez j menti para voc?" A mentira s  
mentira quando descoberta.
Por que  que fabricam automveis que atingem 200 quilmetros por hora se no 
trnsito no se consegue ir a mais de 20? 
Por que  que quando a gente encontra uma pessoa de quem no se lembra ela 
sempre diz "Est lembrado de mim?"

E quando voc diz, disfarando, " claro que sim" ela insiste: "De onde?"
Por que  que apesar da enorme onda de desemprego voc nunca consegue 
arrumar uma empregada?
Por que  que todo mundo s quer um txi na mesma hora em que voc precisa 
de um?
Por que  que no trnsito a fila que voc escolhe  sempre a mais lenta?
Por que  que quando voc diz para algum "Bonito sapato" a resposta  sempre
"Ah,  velho..."?
Por que  que dentro do elevador todo mundo fica fingindo que no est olhando
para ningum?
(SOARES, J. In: Veja)


TRABALHANDO O TEXTO	
1 Justifique a grafia porqus, do ttulo do texto.
2 Justifique a grafia por que, que surge em quase todos os itens do texto.
3 Justifique o uso da forma meio, no segundo item do texto.
4 "Por que  que quando a gente encontra uma pessoa (de) quem no se lembra 
ela sempre..." Justifique o uso da preposio destacada.
5 H algo comum a todas as perguntas propostas pelo autor? Comente-as.


QUESTES E TESTES DE VESTIBULARES

1(UEM-PR) Assinale todo perodo em que o termo em destaque est registrado 
incorretamente.
01. No meta o nariz (aonde) no deve.
02. Vestibulandos, (benvindos)  UEM!
04. Foi fruto de um (mal)-entendido ou de mau-olhado?
08. Nesta (cesso) trabalham somente moas.
Isso  (descriminao).
16. Ignoro (porque) meu colega ainda no chegou.
32. Os (cidados, guardies) da Ptria, tornaram-se os fiscais do Sarney.

2 (PUCC-SP) Das cinco alternativas apresentadas nesta questo, apenas uma 
completa adequadamente as sentenas abaixo. Aponte-a.
I. Afinal, chegou o presente () tanto espervamos.
II. () voc vai com tanta pressa?
III. () de dois meses, mudamos para este bairro.


PROBLEMAS GERAIS DA LNGUA CULTA 
captulo 28
561


a) por que, aonde, h cerca
b) porque, onde, acerca
c) por que, onde, a cerca
d) porque, onde, h cerca
e) porque, aonde, a cerca

3 (PUCSP) Texto:
"Senhor Deus dos desgraados!
Dizei-me vs, Senhor Deus!
Se  loucura... se  verdade
Tanto horror perante os cus...
 mar! por que no apagas
Coa esponja de tuas vagas
De teu manto este borro?...
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufo!" (Castro Alves)
A palavra (porque) tem diferentes grafias, dependendo do sentido em que  
empregada. No texto em questo, ela aparece assim grafada: por que.
a) Explique esse emprego.
b) Preencha os espaos abaixo, grafando corretamente a referida palavra em cada 
um dos seguintes perodos.
I. No sei o () deste horror.
II.  mar! No apagas este borro, ()
III. O poeta sente-se indignado () a situao a que se refere  aviltante para o ser 
humano.

4 (UNIMEP-SP) Suponha que voc tenha que agregar o sufixo sub s palavras 
que aparecem nas alternativas a seguir. Assinale aquela que tem de ser escrita 
com hfen.
a) (sub) chefe 
b) (sub) entender 
c) (sub) desenvolvido 
d) (sub) reptcio 
e) (sub) liminar

5 (UFV-MC) Assinale a nica alternativa em que a expresso (porque) deve vir 
separada.
a) Em breve compreenders porque tanta luta por um motivo to simples.
b) No compareci  reunio porque estava viajando.
c) Se o Brasil precisa do trabalho de todos  porque precisamos de um 
nacionalismo produtivo.
d) Ainda no se descobriu o porqu de tantos desentendimentos.
e) Choveu durante a noite, porque as ruas esto molhadas.

6 (CESGRANRIO-RJ) Assinale a opo que completa corretamente as lacunas da 
frase abaixo:
As transformaes () tem passado a sociedade parecem condenar o homem () 
existncia num mundo dominado pela mquina.
a) porque,  
b) porqu, 
c) por que, a 
d) porque, a 
e) por que, 

7 (UM-SP) Assinale a alternativa que apresenta erro quanto ao emprego do 
(porqu).
a) No sei por que as cousas ocultam tanto mistrio.
b) Os poetas traduzem o sentido das cousas sem dizer por qu.
c) Eis o motivo porque os meus sentidos aprenderam sozinhos: as cousas tm 
existncia.
d) Por que os filsofos pensam que as coisas sejam o que parecem ser?
e) Os homens indagam o porqu das estranhezas das cousas.

8 (ITA-SP) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.
Quando () dois dias disse () ela que ia () Itlia para concluir meus estudos, ps-se 
() chorar.
a) a, a, a, a 
b) h, , , a 
c) a, , a,  
d) h,a,,a
e) h, a, a, 

9 (FUVEST-SP) Assinale a frase gramaticalmente correta.
a) No sei por que discutimos.
b) Ele no veio por que estava doente.
c) Mas porque no veio ontem?

CAPTULO 28
PROBLEMAS GERAIS DA  LNGUA CULTA
562

d) No respondi porqu no sabia. 
e) Eis o porque da minha viagem.

10 (ESPM-SP) Use (a fim) ou (afim), conforme a solicitao dos enunciados abaixo.
a) A idia dela era ()  minha. 
b) Ele no est () de sair comigo.

11 (FUEL-PR) Ainda () pouco, fez-se referncia  () possveis mudanas para daqui 
() algumas semanas.
a) a, , a 
b)h,a,a
c) a, a, h 
d)h,,
e) a, , h

12 (FMU-SP) Assinale a alternativa correta. 
a) Porque se formam as ilhas de calor, com a reduo de reas verdes?
b) Por qu se forma as ilhas de calor com a reduo de reas verdes?
c) Por que formam-se as ilhas de calor, com a reduo de reas verdes?
d) Por qu forma-se as ilhas de calor, com a reduo de reas verdes?
e) Por que se formam as ilhas de calor, com a reduo de reas verdes?

13 (UM-SP) Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do 
perodo. 
No sei a razo () as pessoas daquela () esprita ficaram debatendo sobre a () dos 
mortos.
a) por que, seco, reurreio 
b) por que, sesso, ressurreio 
c) porque, seo, reurreio 
d) porqu, cesso, ressurreio 
e) por que, sesso, ressureisso

14 (UM-SP) Assinale a alternativa que completa adequadamente as lacunas do 
seguinte perodo.
Algumas pessoas no determinam  () provm sua insatisfao, porque no sabem
() vo os sentimentos, nem () mora a considerao pelo prximo.
a) donde, onde, onde 
b) donde, aonde, onde
c) aonde, onde, aonde
d) aonde, aonde, aonde
e) donde, aonde, aonde

15 (FUVEST-SP) Diga () elas que estejam daqui ()  pouco () porta da biblioteca.
a) , h,a 
b)a,h,
c) a, a, 
d),a,a
e) a, a, a
16 (E. C. Chagas-BA) Age com (), () queres fazer ()  curiosidade alheia.
a) discreo, seno, consees
b) discrio, se no, concesses
c) discrio, seno, consees
d) discreo, se no, concesses
e) discreo, seno, concesses

17 (ITA-SP) Preencha os claros das sentenas.
Gastaram somas () (vultosas, vultuosas) para evitar o perigo.
Ela tem o grave () (se no, seno) de ser invejosa.
A cidade de que () (h, a) pouco voc falou no mais existe.
Ainda vou descobrir o () (porqu, porque, por qu, por que) dessa polmica.
Temos, respectivamente:
a) vultosas, seno, a, por qu 
b) vultuosas, seno, a, porqu 
c) vultuosas, seno, a, por que 
d) vultosas, seno, h, porqu 
e) vultosas, se no, h, porqu

18 (ITA-SP) Assinalar a alternativa correta.
a) Sinto-me contente quando minha bem amada no est mal humorada.
b) Sinto-me contente quando minha bem-amada no est mal-humorada.
c) Sinto-me contente quando minha bemamada no est mal humorada.
d) Sinto-me contente quando minha bemamada no est mau humorada.
e) Sinto-me contente quando minha bemamada no est mau-humorada.


CAPTULO 28  
PROBLEMAS GERAIS DA LNGUA CULTA  
563

19 (FCMSCSP) Assinale a alternativa em que a palavra que est grafada 
erradamente.
a) Qu! Voc ainda no tomou banho este ms!
b) Depois de tomar banho, ficou com um qu irresistvel.
c) Voc vive de qu? De brisa?
d) Qu beleza! Estou acertando tudo. 
e) Poderiam ajudar em qu? Se nada entendiam...

20 (F. C. Chagas-BA) Pense nos ideais () batalhamos h tanto tempo e diga-me () 
fracassamos. Ser () fomos incapazes ou descuidados em algum ponto?
a) por que, por que, por que 
b) por que, por que, porque 
c) porque, porque, por que 
d) porque, por que, porque 
e) por que, porque, por que

21 (F. C. Chagas-BA) Minha () est () por culpa no sei de () .
a) pesquisa, atrazada, qu
b) pesquiza, atrasada, qu
c) pesquisa, atrazada, que
d) pesquiza, atrasada, que
e) pesquisa, atrasada, qu

22 (FCMSCSP) Observar as oraes seguintes.
I. Por que no apontas a vendedora por que foste ludibriado?
II. A secretria no informa por que linha de nibus chega-se ao exame.
III. Por que ser que o governo no sabe o porqu da inflao?
H erro na grafia:
a) em I apenas.
b) em duas apenas.
c) em II apenas. 
d) em III apenas. 
e) em nenhuma.

23 (UFPR) Complete as lacunas, usando adequadamente mas, mais, mal, mau.
Pedro e Joo () entraram em casa, perceberam que as coisas no estavam bem, 
pois sua irm caula escolhera um () momento para comunicar aos pais que iria 
viajar nas frias; () seus dois irmos deixaram os pais () sossegados quando 
disseram que a jovem iria com as primas e a tia.
a) mau, mal, mais, mas
b) mal, mal, mais, mais
c) mal, mau, mas, mais
d) mal, mau, mas, mas
e) mau, mau, mas, mais

24 (FUVEST-SP) Reescreva, preenchendo as lacunas com por que, porque, porqu, 
por qu.
- ()  que voc disse isso?
- No sei bem ()
- No ser () tem inveja dele?
- Acho que no. Vou dizer-lhe a razo () o disse.

CAPTULO 28
PROBLEMAS GERAIS DA LNGUA CULTA
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